terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu e o carnaval




Não sou uma daquelas pessoas que são apaixonadas pelo carnaval. Nem sou um dos que o odeiam profundamente. Apenas gosto do carnaval! Apesar de tantas coisas chatas que acontecem durante esse período não tiro a razão daqueles que não gostam desta festa. Mas também é maravilhoso você poder por alguns estantes sair da realidade, mudar um pouco sua vida, deixar preocupações e se divertir, brincar, curtir...
Lembro-me de meu primeiro carnaval, ainda nem sabia o que era, mas lembro minha mãe fazendo uma roupa bem colorida, um macacão todo estampado, minha irmã mais velha me enfeitando me arrumando e me levando com ela e as amigas para um carnaval infantil, foi meu primeiro contato com os confetes, as serpentinas e as apaixonantes marchinhas.
Carnaval só é carnaval se tiver as boas e velhas marchinhas! Afinal para mim elas lembram a infância...
Essa é minha primeira lembrança do carnaval, por isso não o detesto, mas também não passo um ano esperando por ele... Porém quando ele chega... Procuro aproveitar, dançar, cantar e me divertir... Afinal os festejos de Momo são uma vez ao ano!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

É bom ter coisas bonitas para contar,

ainda que seja uma estória qualquer, simples, sem heróis, mocinhas ou bandidos. Ou uma história de sobrevivência que nos faz maiores, ainda que sejamos pequenos e mortos de preguiça de ser gente, de vez em quando…

Erica Gaião

Esgotar-se

 tentando entender as coisas de uma forma racional; buscar respostas, justificativas e certezas, quase sempre, não passa de uma experiência vazia e desgastante. É preciso reconhecer que algumas coisas não têm resposta e quando têm, não acrescentam quase nada a nossa própria vida.

Erica Gaião

Saudável é se apaixonar,

mesmo que seja só por uma ideia, por um sonho, por uma verdade, por uma convicção. E manter o coração batendo, sempre, na frequência da expectativa de se ter a qualquer momento, um grande encontro. Saudável é ter fé.

Erica Gaião

"Sobre os que passam eu pouco sei.

 E não importa o quanto. Passaram. Quero mesmo é saber mais sobre os que ficam e se importam. Sobre os que moram em mim. Com eles, eu me importo. E muito!"
Erica Gaião

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A vida da gente



Tem dias que eu esqueço que eu tenho uma vida. E que minha vida é minha. Que apesar de não ter pedido para nascer e blá blá blá, eu estou aqui e minha presença no planeta é legítima. Eu tenho uma vida, ela é minha, estou vivo e posso fazer dela o que eu bem entender. Posso ir ou ficar, trabalhar ou dormir, ter ou perder meu emprego. Posso ser autônomo ou empregado, posso ser vegetariano, budista e torcer pro time que eu bem entender. Porque sou uma pessoa tenho direitos. Tenho acessos, tenho passos. Pernas que andam e, graças ao bom Deus, um corpo que funciona em perfeito estado. Posso responder a perguntas, contestar colocações, posso me calar. Tenho uma cabeça que pensa, conhecimento repassado e recolhido. E a gente esquece que é DONA, DONO da própria vida. E que se, amanhã, você decidir fazer um curso de aramaico, raspar careca e começar a correr, não é da conta de ninguém. Ninguém. A gente vai se apequenando, se acanhando e como ovelha, vai obedecendo, obedecendo, até perder o desejo. Um belo dia, como no livro do Leonardo Boff, você, que nasceu águia, percebe que virou uma galinha tonta. Tonta e obediente. Burra, Maria vai com as outras. Sem energia para contestar a gente vira um cavalinho bobo de carrossel, um passarinho de relógio cuco que de hora em hora sai pela portinha por breves segundos e volta para seu ostracismo. É hora de viver de verdade. O bem maior é a liberdade.

Há pessoas...

 "...que nos falam e nem as escutamos; Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam. Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida... E que marcam para sempre...”


Cecília Meireles